1 de fev de 2013

Resenha: Anjo Mecânico, Cassandra Clare

Nome Original: Clockwork Angel  
Data de Lançamento: Maio de 2012

Editora: Galera Record
Número de páginas: Ficção 
Gênero: Romance/ Distopia
Autor: Cassandra Clare
Sinopse: Anjo mecânico apresenta o mundo que deu origem à série Os Instrumentos Mortais, sucesso de Cassandra Claire. Nesse primeiro volume, que se passa na Londres vitoriana, a protagonista Tessa Gray conhece o mundo dos Caçadores de Sombras quando precisa se mudar de Nova York para a Inglaterra depois da morte da tia. Quando chega para encontrar o irmão Nathaniel, seu único parente vivo, ela descobrirá que é dona de um poder que capaz de despertar uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das forças do submundo. 

Anjo Mecânico é o primeiro livro da série As Peças Infernais, da Cassandra Clare (autora também da série Os Instrumentos Mortais), e acontece em plena Londres vitoriana de 1878 no mundo da mitologia dos Caçadores de Sombras. É a história que antecede Os Instrumentos Mortais, o que instigou ainda mais a minha curiosidade para saber como, afinal, Cassandra Clare introduziria essa história.  Se ela não deixaria lacunas, perguntas; se saberia nos conduzir para esse ambiente tão diferente da moderna Nova York; e se conseguiria escrever um livro histórico que fisgasse os jovens leitores.


O livro conta a história de Tessa Gray, uma menina que acredita ser bastante comum, até que sua vida muda completamente ao se deslocar de Nova York para Londres, à pedido do irmão e depois da morte de sua tia. Lá, Tessa é raptada e aprisionada pelas Irmãs Sombrias, e é apresentada a um mundo completamente novo: Caçadores de Sombras, Submundo, magias e coisas inimagináveis. Ela própria se descobre uma Transformadora, e agora também sabe que é cobiçada pelo enigmático Magistrado.


O desenrolar empolgante se inicia quando Will Herondale a salva da mansão das Irmãs Sombrias, levando-a para o Instituto de Londres, lugar onde vivem outros Caçadores de Sombras, como: Jessamine, Jem, Charlotte e Henry (os coordenadores do Instituto). De alguma forma, as pontas da história vão se entrelaçando e Tessa se descobre mais envolvida do que nunca naquele mundo. De alguma forma, ela é peça fundamental dos acontecimentos que os Caçadores de Sombras estavam investigando.


Dotada de grande mistério, Cassandra nos conduz através dos acontecimentos de Anjo Mecânico de uma forma que prende. As lutas continuam sendo de tirar o fôlego! E os romances continuam a despertar nos leitores certa inquietação por nada se explicar muito bem. Uma cruel jogada de marketing para os leitores que não vêem a hora de Príncipe Mecânico, o segundo livro da série, previsto para ser lançado no Brasil em março.

As opiniões divergem com relação a Tessa, já que eu ainda não conheci ninguém que tenha lido Anjo Mecânico e resistido à tentação de comparar os personagens aos de Instrumentos Mortais. Algumas pessoas sentiram falta de uma personalidade mais forte de Tessa, outras acharam que ela é mais corajosa que é a Clary, nossa protagonista de TMI. Eu acredito que Tessa Gray, nos próximos volumes, vai se tornar uma heroína digna de livros de história – e esse processo já começou. Não podemos esquecer do ambiente e o tempo em que o livro se passa: naquela época, as mulheres ainda não tinham voz, nem espaço o suficiente na sociedade, e tudo o que a própria Tessa sabia era descoberto através de seus livros de romance.

Uma mulher jamais poderia usar calças ou estar no comando! Muito menos ser uma guerreira! No início, essas coisas pareceram chocar mais a nossa protagonista, do que conviver num mundo invisível aos olhos mundanos. Mas, ao conviver com os Caçadores de Sombras do Instituto, em especial com arrogância de Will, a bondade de Jem, a firmeza de Charlotte, a certa inocência de Henry e a futilidade de Jessamine, Tessa acaba descobrindo características dela própria que não sabia que existiam.  Coragem é uma delas. (Apesar de eu não entender como alguém pode não gostar de chocolate!!)

Não podemos esperar que a história se desenrole no mesmo ritmo eletrizante de Instrumentos Mortais, apesar de Will ser tão bom motivo quanto Jace (hahah) para você querer passar as páginas. A narrativa de Cassandra Clare simplesmente envolve. E se ela conseguiu me surpreender positivamente com todas aquelas dúvidas do inicio da resenha? Óbvio! O livro todo é meio sombrio, o que combinou perfeitamente com a época londrina narrada. Cassandra fez de Anjo Mecânico não um “apêndice” de sua outra obra, mas um livro tão bom quanto, onde você se alegra ainda mais por ter contanto com personagens tão bem desenvolvidos psicologicamente. E por ter contato com Magnus, Camille,  Herondales, Lightwoods, Waylands e etc.

A capa é linda. O enredo é fascinante. A ambientação é apaixonante. E os personagens são encantadores, cada qual com suas qualidades admiráveis e defeitos detestáveis. Apesar de eu ainda preferir Instrumentos Mortais, Anjo Mecânico é maravilhoso! Aprovado, Cassie!

Por: Larissa

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