8 de jul de 2013

Resenha: Anjos da Morte (Filhos do Éden #2), Eduardo Spohr

Nome original: Anjos da Morte, Filhos do Éden #2
Data de Lançamento: 2013
Gênero: Ficção fantástica
Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus 
Número de páginas: 550 até o fim da história, 586 até os Extras 
Sinopse: Desde eras longínquas, os malakins, anjos estudiosos e sábios, observam em silêncio o progresso do homem. Mas eis que chega o século XX, e com ele as armas modernas, a poluição das indústrias, afastando os mortais da natureza divina, alargando as fronteiras entre o nosso mundo e as sete camadas do céu.
Isolados no paraíso, incapazes agora de enxergar o planeta, esses anjos solicitaram a ajuda dos "exilados", celestiais pacíficos, que havia anos atuavam na Terra. Sua tarefa, a partir de então, seria participar das guerras humanas, de todas as guerras, para anotar as façanhas militares, os movimentos de tropas, e depois relatá-los a seus superiores alados.
Sob o disfarce de soldados comuns, esse grupo esteve presente desde as praias da Normandia aos campos de extermínio nazistas, das selvas da Indochina ao declínio da União Soviética. Embora muitos não desejassem matar, foi isso o que lhes foi ordenado, e o que infelizmente acabaram fazendo.
Repleto de batalhas épicas, magia negra e personagens fantásticos, Filhos do Eden 02 - Anjos da Morte é também um inquietante relato sobre o nosso tempo, uma crítica à corrupção dos governos, aos massacres e extremismos, um alerta para o que nos tornamos e para o que ainda podemos nos tornar.

Um anjo, uma missão e suas próprias lutas para vencer. A premissa do segundo livro da trilogia Filhos do Éden, o Anjos da Morte, é nos levar de volta ao século XX, e descobrir quais foram os motivos que fizeram com que Denyel se tornasse o anti-herói  que ele é.

Os anjos da morte são celestes enviados a Terra para participar das guerras do século XX desde a Segunda Guerra Mundial a queda do Muro de Berlim. O objetivo dessa empreitada, encabeçada pelos malakins e pelo arcanjo Miguel, é descobrir e monitorar as façanhas humanas, mas sem interferir no destino dessas lutas, nem ferir gratuitamente seres humanos (no entanto os anjos da morte detêm permissão para se defender, o que efetivamente leva a isso).

O querubim Denyel vê de perto as atrocidades de uma guerra, e, para defender a própria vida, acaba matando. Não obstante disso, ele ainda aceita as propostas inescrupulosas de Sólon, seu arconte, e comente ações ilícitas que, gradativamente, vão corroendo seus ideais e corrompendo sua natureza. Mas a experiência não é de todo ruim: Denyel "se humaniza" com o passar dos anos, tem contato com paradigmas que são próprios dos seres humano; malícia, ódio, mágoa, tristeza, crise existencial, alegria... o amor. E até mesmo retém vícios humanos: Denyel é praticamente um anjo alcoólatra, sarcástico e já meu anti-herói preferido. 

Paralelamente, somos levados novamente ao presente de Kaira e seus parceiros, em uma missão que visa resgatar um elo perdido, um fio deixado em Herdeiros de Atlântida. Mesmo que o enfoque principal do livro seja a vida de Denyel enquanto anjo da morte, nesse “corte” de tempo para os acontecimentos do presente, o leitor é surpreendido com segredos de tirar o fôlego e ficar ainda mais ansioso para o que nos aguarda em Paraíso Perdido. Não consigo ser imparcial: adoro a Kaira e seus parceiros.

Mas não há como negar que os momentos mais eletrizantes e que possuem uma carga emocional muito mais forte, são os vividos por Denyel. As atrocidades da guerra, relatadas com precisão e sem dó por Eduardo Spohr, chegam a fazer com que lágrimas brotem aos olhos e fazem a boca do estômago revirar. Me arrisco a dizer que seja o livro mais pesado do autor, por toda a riqueza e primosidade em detalhe. Spohr tem o cuidado de, com sua narrativa característica, especificar os locais, detalhando os ambientes de acordo com o período histórico, incluindo os avanços tecnológicos do passar do século, as músicas que fizeram sucesso etc e faz isso sem impor uma didática: simplesmente flui com o passar das linhas.

Conhecemos também personagens novos e de suma importância para a trama; e nenhum personagem é criado sem uma função especifica na história. Há coadjuvantes com os quais é difícil não se afeiçoar (e quem leu HdA sabe do que eu estou falando). A ação continua arrebatadora e cinematográfica como sempre: a boa e velha aventura está sempre ali, e, ao menos no meu caso, eu lia algumas coisas pensando em como aquilo se encaixaria em Paraíso Perdido. Mal posso esperar para saber como as pontas serão amarradas. 

"Eu preciso de uma cerveja." 

Clique aqui para ver como foi a sessão de autógrafos de Anjos da Morte em SP. ;) 

By: Larissa 

5 comentários:

  1. Gostei da resenha, mas ainda tenho que ler o primeiro livro.
    Bjs
    eternamente-princesa.blogspot.com.b

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  2. Oi Luiza, obrigada! ;)

    Mas então, você não necessariamente PRECISA ler o primeiro livro antes (é algo que o próprio Edu diz). Você pode ler esse segundo independente, mas eu acho legal ler na ordem mesmo, porque a relação com os personagens vai se estreitando (vou nem falar o quanto eu amo o Denyel agora hehehe). Mas leia sim!

    Beijos.

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  3. Já vi esse livro, mas sabe que ele nunca me chamou a atenção, sei lá, acho que é por causa da capa, não sei não.

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  4. Oi, Lu.

    Eu acho essa capa linda! Os livros do Eduardo Spohr são livros de fantasia bem legais, porque fogem desses YA's água-com-açúcar que a gente é acostumado a ver por ai: o bicho realmente pega. Hihi. Então, não sei, acho que você deveria dar uma chance para Herdeiros de Atlântida, o primeiro livro, e depois ler Anjos da Morte.
    A minha vida literária é resumida em: antes e depois do Spohrverso. Então, sério, fica a dica! ;)

    Beijinho

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  5. Oi adorei.. muito obrigado, me fez se interessar pelo livro....mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite reverso...a capa do livro é linda ela traz o universo de fundo..abraços. www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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