20 de abr de 2014

Crítica de cinema: Divergente


E foi após assistir à adaptação da distopia de Veronica Roth que decidi abrir mais uma coluna aqui no blog: o Crítica de Cinema, onde irei apontar os pontos altos e baixos das adaptações dos livros que eu já li, e é claro, dar minha opinião sobre as mesmas.

Eu li o livro a mais ou menos 1 ano e meio, mas tinha todos os detalhes sobre a obra bastante claros em minha mente, pois se tornou uma das minhas séries favoritas. Fui ao cinema sem muitas expectativas, para ser sincera. Eu já havia visto muitas fotos, muitos videos, enfim, não estava esperando nada muito surpreendente. Mas é claro, "surpreendente" consegue resumir o trabalho do diretor Neil Burger.

Para começar, a aparência dos personagens foi algo bem diferente do que eu havia imaginado, mas não afetou de maneira alguma o bom andamento da história.
A escolha de Shailene Woodley para interpretar a guerreira Tris Prior me incomodou um pouco no começo. Aos meus olhos, ela era muito alta e bonita para o papel, uma vez que a autora deixa bem claro a aparência frágil da personagem. Porém, logo no começo do filme, podemos perceber que apesar de alta e bonita, Shailene consegue transmitir o mais profundo da personagem, sua sensibilidade e fraquezas, o que afinal é o mais importante.



Theo James foi o escolhido para interpretar o instrutor Quatro, o que não me incomodou em nenhum momento. Quatro é descrito no livro como forte e atraente, e vamos concordar que o ator não deixa a desejar, não só no quesito aparência como também na atuação, que de sobressai principalmente nas cenas de ação do filme, que são muitas.


Kate Winslet, mais conhecida pela atuação em Titanic interpretou a antagonista Jeanine e como esperado fez um bom trabalho, principalmente nas cenas finais do filme, juntamente com a personagem de Shailene. Zoe Kravitz deu vida à uma das personagens mais incríveis da série, a amiga de Tris, Christina. Apesar de distinguir bastante das descrições no livro, a garota deu conta do recado e me fez gostar ainda mais da personagem.
Ansel Elgort, que fará o par romântico de Shailene no filme A Culpa é das Estrelas interpretou o irmão da protagonista. No primeiro filme Caleb não desempenha um papel tão importante na história, mas é claro que isso mudará a partir do segundo.

Ansel e Shai interpretarão Augustus e Hazel, respectivamente, na adaptação
do livro de John Green, A Culpa é das Estrelas.

O melhor com certeza foi reservado para as cenas de ação, que juntamente com a eletrizante trilha sonora comandada pela inglesa Ellie Goulding, fazem com que o espectador não consiga tirar os olhos da tela.

A cena da roda gigante foi muito bem construída e se tornou uma das minhas favoritas
do filme.

Outro aspecto que merece destaque é a química aparente entre Shailene e Theo, tanto diante das câmeras como por trás dela. Os dois conseguiram transmitir bem a ideia de que o romance entre os personagens não ocorreu de forma imediata, e sim aos poucos, conforme Tris se mostrava uma jovem corajosa independente.

Bati na minha amiga durante a cena do terraço inteira, haha! O cinema inteiro
começou a gritar. QUE CENA!

O filme ao todo foi bastante fiel à obra de Veronica Roth, é claro que, como em todas as adaptações, houve algumas mudanças, mas nada que afete a história. E para os que não leram o livro, o filme é uma boa apresentação ao sistema de facções criado por Veronica Roth. Você verá sim semelhanças com alguns dos outros best-sellers adaptados para o cinema, principalmente Jogos Vorazes, mas as semelhanças acabam a partir do segundo livro da saga (sinceramente, a partir da metade do primeiro, já não li nada que se assemelhe com a distopia de Suzanne Collins, mas ok). Meu conselho é ir assistir o filme com os próprios olhos e não fique se prendendo às críticas negativas. Tenho certeza de que você vai se apegar à Tris e torcer pela sobrevivência, sendo lendo o livro ou vendo o filme.

"Fez ela se sentir como se estivesse voando. Como se fosse um pássaro"

Por: Mariane

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