11 de fev de 2014

Resenha: A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak

Nome original: The Book Thief
Data de lançamento: Setembro de 2005
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 468
Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.


Duas semanas para mudar o mundo e quatorze dias para destruí-lo. 

Ambientado na Segunda Guerra Mundial (geralmente um assunto que interessa à muitos e dá origem à ótimas, porém trágicas histórias), Liesel Meminger, filha de uma comunista, é uma alemã que é mandada pelos nazistas à um lar adotivo, aos 10 anos. Durante a viagem, o irmão de Liesel morre e no seu enterro, Liesel rouba seu primeiro livro.
A história é contada pela Morte (isso mesmo), o que torna a narrativa surpreendentemente interessante. A mesma não hesita em dar spoilers: no meio do livro, diz quem ela irá levar e quem encontra.
No lar adotivo, a amedrontada Liesel tem pesadelos todas as noites com a morte do irmão, e quem a consola é seu mais novo pai, Hans Hubermann, que além de acalmá-la, dá aulas diárias à menina e aos poucos a ensina a ler e a escrever.
E assim começa a paixão de Liesel pelos livros, mas sem condição de comprá-los, passa a roubá-los, seja na rua, ou na casa do prefeito. As palavras cativam cada vez mais Liesel.
Outros personagens merecem destaque, como o vizinho, também pobre, Rudy, que rapidamente se torna grande amigo de Liesel e companheiro de furtos e a mulher do prefeito, a qual compartilha um relacionamento estranhamente amigável com a ladra de livros.
Você deve estar pensando: ok, mas o que acontece?
É aí que o judeu Max entra. 
Para cumprir uma dívida antiga, Hans, pai adotivo de Liesel, aceita ajudar um judeu e escondê-lo em seu porão. Um ato completamente perigoso no cenário da Alemanha Nazista, Liesel tem que jurar não contar á absolutamente ninguém.
Aos poucos, a menina desenvolve uma amizade com o estranho homem no porão, passa a ler para ele e a contar sobre sua vida, mas nunca imaginaria o quanto esse relacionamento poderia mudar sua vida.
A narrativa inovadora e carregada de suspense te faz virar as páginas violentamente, ansiando o que vem a seguir. Uma imagem não conhecida da Morte é relevada, e é isso que torna o livro tão fascinante.
O filme lançou mês passado e eu ainda não o vi (preferi ler antes) mas o trailer já me fez ficar ansiosa! Assistam e deem suas opiniões, e se ainda não leram, LEIAM!!


Por: Mariane

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