18 de jan de 2016

Resenha: Will & Will: Um nome, um destino; John Green e David Levithan

Editora: Galera Record
Número de páginas: 352
Data de lançamento: Abril de 2010


Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

             Will & Will, como pode ser deduzido pelo título, conta a história de dois garotos com o mesmo nome e sobrenome (sobre o sobrenome, só pode ser deduzido pelo título americano, 'Will Grayson, Will Grayson', que pra mim faz muito mais sentido). Os capítulos são alternados, cada Will narrando sua história, e é aí que entra a questão dos dois autores: cada um é responsável por um "Will", embora suas vidas acabem se misturando, eventualmente. 

          Então, o primeiro Will Grayson. Um cara bem babaca (na minha opinião), que reprime seus sentimentos e não sabe se comportar socialmente. Esse primeiro Will acaba tendo uma participação praticamente insignificante na história, sendo ofuscado pelo seu fabuloso melhor amigo gay, Tiny Cooper. Bem, na minha opinião, o livro deveria se chamar "Tiny & Tiny", porque literalmente tudo na história gira em torno dele.

         E aí tem o segundo Will Grayson. Podemos claramente diferenciar os dois pela maneira que os capítulos são escritos. Nos capítulos narrados por ele, sem letras maiúsculas, tudo é contado de maneira confusa, porém bem diferente e descontraída. Eu particularmente preferia muito mais os capítulos da perspectiva dele, pois sua história era bem mais interessante e envolvente.

       Bom, uma peça do destino acaba levando o segundo Will Grayson para Chicago para encontrar um "amigo" bem íntimo, mas acaba não dando certo (essa parte, pra mim, foi a mais surpreendente do livro) e ele, ao invés disso, acaba conhecendo o outro Will Grayson, e claro, Tiny.

        Não vou me adiantar muito sobre o que acontece, pois acho que a graça da história é ver como tudo se encaminha. 

      O livro não me satisfez por completo. Na verdade, foram poucas as partes em que ele realmente me envolveu. Os romances eram fracos (principalmente o do primeiro Will Grayson, o sem alma indeciso), e quase nada acontece o livro todo. Quando chega no final, quase nada é resolvido, e simplesmente acaba sem explicações. Típico do John Green.

      Bom, o que vale a pena no livro? Tiny Cooper sendo Tiny Cooper. Como eu disse no começo da resenha, o livro é sobre ele. Vocês vão se apaixonar por ele, e quem sabe, diferente de mim, pela história também. Deem uma chance!

Por: Mariane

2 comentários:

  1. Olá! Adorei o post!! John Green está vai voltar para minha lista de leituras!! *___*

    Leitora Compulsiva
    http://olhoscastanhostambemtemoseufascinio.blogspot.com.br/

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  2. Oláa Andrea, que bom que gostou!
    Beijos!

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