13 de ago de 2016

Resenha: A Rainha Vermelha, Victoria Aveyard


Editora: Seguinte
Número de páginas: 422
Data de lançamento: Fevereiro de 2015

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

        Depois de ler e ouvir tantas críticas positivas em relação à esse romance distópico de Victoria Aveyard, a curiosidade me venceu e resolvi conhecer um pouco mais sobre a história, já que gosto tanto de distopias. Já apaixonada pela capa (sério gente, é maravilhosa) e o acabamento do livro muito bem feito pela editora Seguinte, comecei a leitura bastante entusiasmada, e só o que senti foi decepção.

        O livro até que começa interessante, nos mostrando um pouco sobre a vida sem regalias da protagonista Mare e o mundo em que ela vive, no qual a sociedade é dividida de acordo com o sangue - vermelho e prateado. Até aí, bastante parecido com quase todas as distopias adolescentes do mercado, tirando o fato de que esses prateados possuem os mais variados poderes.

        Em uma reviravolta do destino nem um pouco convincente, a protagonista (muito mal explorada no romance) consegue um emprego no palácio real, e em mais uma reviravolta (o livro é cheio de reviravoltas) acaba descobrindo que tem o poder de controlar a eletricidade, mesmo isso não sendo possível, pois possui sangue vermelho.

        O livro inteiro (literalmente) gira em torno de Mare confusa sem saber por que possui esse poder. Ela se vê forçada a se casar com um príncipe ao mesmo tempo que nutre sentimentos pelo irmão do mesmo. Daí vocês já sabem o resto, né...

        Enquanto lia, não pude deixar de notas as evidentes semelhanças com as séries Jogos Vorazes e A Seleção. Mare, assim como Katniss, é usada pelos "poderosos" como uma figura pública para atrair e conquistar as camadas mais pobres. Além disso, Mare, uma garota pobre, acaba sendo recebida no palácio e prometida para o príncipe, e surpreendentemente os dois príncipes se apaixonam por ela (do nada).

        Na minha opinião, um livro incrivelmente longo para pouquíssima história. Algo que me incomodou bastante foi a autora sentir necessidade de nos enfiar goela abaixo um acontecimento SUPER surpreendente  a cada página. Sério, acontecem coisas a todo momento sem sentido algum. 

        A escrita também me incomodou bastante, com diálogos fracos e descrições nem um pouco exploradas. Os personagens não são cativantes, e como eu disse anteriormente, a personagem, que tinha grande potencial para ser explorada, acaba sendo chata e cansativa (algo que também me lembra Jogos Vorazes). Em relação ao romance: nem um pouco convincente.

        Como resultado dessa leitura decepcionante, não pretendo ler os próximos (sério que precisa de próximos?), e surpreendentemente não tenho curiosidade em relação à trama. Quem sabe numa futura adaptação cinematográfica eles consigam arrumar esses erros gritantes?

Por: Mariane




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