1 de dez de 2016

Resenha: Fahrenheit 451, Ray Bradbury


Editora: Biblioteca Azul
Número de páginas: 215
Data de lançamento: 1963


A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.


Este livro faz parte do Desafio de Leitura de Rory Gilmore. Saiba mais aqui.

        A louca das distopias voltou! E dessa vez, com um clássico.

        No mundo distópico de Fahrenheit 451, os bombeiros colocam fogo ao invés de apagá-lo. Os livros são proibidos, e a única maneira de se obter informações ou qualquer tipo de cultura é através dos programas interativos que passam todos os dias em televisões instaladas em todas as casas. A sociedade vive em uma ilusão de que tudo é perfeito, por meio de misteriosas pílulas consumidas todos os dias.

        No meio desse mundo ilusório, conhecemos Guy Montag, um bombeiro que só sabia fazer uma coisa na vida: queimar livros. Isso até ele conhecer sua misteriosa vizinha, Clarice McClellan, uma jovem que, diferentemente das outras pessoas, gosta de observar, sentir e questona o mundo à sua volta. Através dessa amizade inesperada, Montag passa a prestar atenção e tentar entender o mundo em que vive, procurando respostas nos livros.

"Não importa o que você faça, dizia ele, desde que você transforme alguma coisa, do jeito que era antes de você tocá-la, em algo que é como você depois que suas mãos passaram por ela."

        Um livro envolvente e cativante, Leve, porém cheio de significado. Nos interessamos pelos personagens e torcemos por cada um deles, desde Beatty, o ranziza chefe dos bombeiros, até Faber, o inteligente professor que auxilia Montag em sua jornada contra o autoritarismo. Nos apaixonamos pela doce e incrível Clarice e sentimos pena da bitolada e dependente Milfred, esposa de Montag. Cada um dos personagens traz aspectos da sociedade em que vivemos, nunca de maneira exagerada.

        Ao final da história, nos damos conta de como os livros são importantes e como eles carregam pedaços importantes da nossa história, moldam nossa personalidade e nos conduzem a uma maneira diferente de enxergar o mundo. Recomendado para qualquer pessoa apaixonada por histórias.

Por: Mariane

2 comentários:

  1. Adoro esse livro e adorei sua resenha também!
    Apesar de ser curtinho, Fahrenheit 451 nos faz refletir muito a respeito do que realmente importa na vida.
    Bjss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá!! Muito obrigada. Realmente, é um livro muito reflexivo e se tornou muito especial pra mim. Fico feliz que também tenha gostado!!
      Beijos!

      Excluir

Link-nos!

 - Dicas para blogs