2 de abr de 2018

Resenha: Trono de Vidro, Sarah J. Maas


Editora: Galera Record
Número de páginas: 392
Data de lançamento: Agosto de 2012
Classificação: 

Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, um jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.


          'Trono de Vidro' é o primeiro volume da série de mesmo nome e também primeiro livro escrito pela americana Sarah J. Maas. Geralmente já tenho isso em mente quando começo a leitura de autores novos que escrevem para o público jovem, como no caso de 'Quem é você, Alasca?' do John Green, que me surpreendeu como livro de estreia. Em contrapartida, com Maas me decepcionei terrivelmente.

          Não costumo ler muitas séries de fantasia, sendo a Cassandra Clare (Instrumentos Mortais) minha autora favorita do gênero. Eu também tinha isso em mente enquanto folheava as páginas do romance de Maas e não conseguia me identificar com nada na história. De início, a protagonista, denominada Cealena, me lembrou um pouco a Katniss de Suzanne Collins (Jogos Vorazes) quinhentas vezes mais chata, com a diferença de que a personagem de Collins é bem construída e com um contexto familiar e económico que condizem com a sua personalidade ao longo da história, ao contrário de Cealena, que apenas é jogada na narrativa como uma assassina revoltada, sem dar um pano de fundo decente para a história da personagem.

          A autora também peca ao escolher a terceira pessoa como forma de narrativa. Creio que se a história fosse narrada da perspectiva da protagonista, eu iria me afeiçoar pelo menos um pouco à ela. Mas no momento em que não temos acesso aos seus pensamentos e sentimentos de forma mais detalhada, os atos da personagem soam superficiais e pouquíssimos convincentes. Ela simplesmente não convence como uma assassina altamente perigosa, parecendo apenas uma adolescente revoltada e apaixonada.

          O romance terrivelmente previsível também torna a narrativa enfadonha e arrastada. Não só Caelena, mas os outros personagens também são mal construídos e não consegui me apegar a nenhum deles, talvez com uma pequena exceção ao personagem Chaol, segurança da personagem principal, que foi o único que despertou meu interesse em poucas partes da narrrativa. O vilão, desmascarado nas últimas páginas, também é ridiculamente previsível, e suas razões pouco convincentes.

          Além da má construção de personagens e previsibilidade, o livro tem uma escrita pobre em detalhes, repetitiva com as palavras (assassina era a que mais me irritava) e diálogos fracos que qualquer jovem no ensino médio poderia escrever. Creio que a história era uma espécie de fanfic publicada em um site, que com o apoio dos leitores se transformou em um livro, mas acredito que não houve as modificações necessárias para uma obra. 

          Pode até ser que a autora se aprimore nos próximos volumes, mas pelo menos em relação a esta série não tenho mais o menor interesse, sendo que foi um sacrifício conseguir chegar à ultima página do livro. E você, já leu a série ou algum outro livro da autora? Conta aí nos comentários a sua experiência!

Por: Mariane

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