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13 de fev. de 2017

Por que esta noite é diferente das outras? (Só Perguntas Erradas #4), Lemony Snicket


Editora: Seguinte
Número de páginas: 288
Data de publicação: Setembro de 2015

O jovem Lemony Snicket começou seu aprendizado em uma organização misteriosa e partiu para Manchado-pelo-mar, uma cidade decadente onde se criavam polvos para a produção de tinta. Sua excêntrica tutora, S. Theodora Markson, foge no meio da noite para pegar o trem rumo à cidade grande. Agora ele precisa investigar por que ela está indo embora sorrateiramente e quem ela precisa encontrar nesse trem. Mas um crime terrível acontece no meio da viagem.



          E esse é o registro da última aventura do nosso singular personagem como aprendiz de detetive. Depois de alguns anos acompanhando essa história recheada de mistérios e personagens excêntricos, através da narrativa sarcástica e característica de um dos autores mais incríveis que tive o prazer de conhecer durante minhas mais variadas leituras, chegamos ao fim. E não há melhor jeito de finalizar essa série de estranhos acontecimentos do que com uma viagem de trem suspeita com viajantes ainda mais suspeitos.

          Snicket arrisca ao nos entregar um livro que se passa num ambiente diferente dos outros três primeiros, que tomavam forma na peculiar cidade de Manchado-pelo-mar. Mas se engana quem pensa que as figuras que passamos a amar estarão de fora desse último mistério, que nada mais é que a resolução de todos os outros anteriormente apresentados. Finalmente Snicket se encontra cara a cara com o temido vilão Tiro Furado, enquanto tenta desvendar o assassinato de uma pessoa querido, e outros tantos mistérios que assombram o trem Flor do Vale.

          Não sei dizer se foi o meu favorito, mas com certeza foi o mais maduro. Presenciamos o desenvolvimento não só do protagonista, como de seus aliados, com destaque para a jornalista Moxie e a misteriosa Ellington. Os acontecimentos que tomam conta da viagem acabam exigindo reações dos personagens, muito bem escritos por Handler (Daniel Handler, o homem por trás de Lemony Snicket). Aos que estão acostumados com a narrativa do autor sabem que as últimas páginas estão longe de parecem com uma conclusão, o que nos deixa sedentos por mais um livro, ou pelo menos mais 20 páginas para que as coisas se resolvam. Mas é isso que faz a escrita de Handler ser tão única: é o que é, e nos amamos.

Por: Mariane

28 de mar. de 2016

Resenha: Você Não Deveria Estar Na Escola? (Só Perguntas Erradas #3), Lemony Snicket


Editora: Seguinte
Número de páginas: 312
Data de lançamento: Abril de 2015

O jovem Lemony Snicket começou seu aprendizado em uma organização misteriosa e partiu para Manchado-pelo-mar, uma cidade decadente onde se criavam polvos para a produção de tinta. Acompanhado de sua excêntrica tutora, S. Theodora Markson, ele agora precisa investigar incêndios que estão ocorrendo nesse vilarejo cada vez mais envolto em mistério. Quem é o incendiário? Que segredos esconde o Departamento de Educação? Por que tantos estudantes estão em perigo? Será que tudo isso faz parte do plano maligno do vilão foragido Tiro Furado?


        Vocês que acompanham o blog a algum tempo com certeza já conhecem minha pequena grande obsessão pelo Lemony Snicket. Desde os livros de Desventuras em Série, um amor muito grande pelo personagem nasceu em mim.

        Nesse terceiro livro, infinitas vezes superior aos anteriores, podemos ver, acima de tudo, o amadurecimento dos personagens e da narrativa. Agora, o tema central é exatamente o tema de "Desventuras": incêndios. E acho que foi exatamente a aproximação com a trama "original" que faz com que eu gostasse muito mais desse volume.

        Tentando resolver o mistério dos incêndios suspeitos e tentando desmascarar o grande vilão, Tiro Furado, nos familiarizamos com vários elementos de "Desventuras" que nos causam uma onda de nostalgias. 

"Não pensem nelas. Pensem em vocês. Todos vocês são muito valentes e engenhosos, mas algumas das pessoas mais valentes e engenhosas do mundo não tiveram finais felizes."

        Apesar desses elementos, algumas características próprias dessa nova série continuam, e é o que faz Lemony Snicket ser tão único. Os personagens que tanto amamos dos livros anteriores estão de volta, com destaque para Ellington, que nesse livro se mostra muito mais misteriosa e interessante.

        Enfim, não vejo a hora de devorar o quarto e último volume dessa série, que tem tudo para ser brilhante, e quem sabe responder à algumas questões, nesse universo onde muitas perguntas não devem ser realizadas.

Por: Mariane

22 de set. de 2015

Resenha: 13 Incidentes Supeitos, Lemony Snicket

Fonte: Sete Coisas.com 

Editora: Seguinte
Número de páginas: 248
Data de lançamento: Abril de 2014


A peculiar cidade de Manchado-pelo-Mar é palco de muitos eventos estranhos e é lá que o jovem Lemony Snicket - famoso solucionador de mistérios - tenta resolver seu primeiro grande caso, relatado em detalhes na série Só Perguntas Erradas.

Mas os mistérios se sucedem, e o detetive mirim agora terá de descobrir por que quadros caem sozinhos das paredes, quem roubaria um tritão amarantino, como é possível que um fantasma passeie pelo cais à meia-noite e quem faz parte da famigerada Gangue do Tijolão, entre vários outros enigmas. Lemony Snicket precisará juntar pistas e interrogar testemunhas para desvendar cada caso.

Eu, sendo grande (ENORME) fã do Lemony Snicket, não podia deixar de ler esse livro extra da série 'Só Perguntas Erradas'. Sou completamente apaixonada por essa série, por esse personagem, e por essa cidade tão misteriosa. Se você ainda não conhece a série, ou o autor, pode ler as resenhas de seus livros no seguinte link.

Esse livro é independente, ou seja, não é obrigatória a leitura nem antes nem depois de ter lido a série. Isso porque o mesmo é apenas uma coletânea de 13 contos do solucionador de mistérios, e a grande graça do livro é o fato de podermos pensar na solução dos mistérios e tentar resolvê-los antes de lermos a solução de cada um no final do livro.

"Corajoso é como chamam você até que as coisas não deem mais certo. Aí chamam você de derrotado"

Admito que sou PÉSSIMA solucionando mistérios, e não conseguia pensar em absolutamente nada para justificar os casos, então logo que acabava de ler um conto, corria para o final para ver a solução. Mas isso de maneira alguma prejudicou o apreciamento do livro, que como todos os outros do autor, são totalmente intrigantes e deliciosos de se ler.

Pretendo ler ainda esse ano o terceiro livro da série "Você não deveria estar na escola?". Em breve resenha aqui no blog!!

Por: Mariane





17 de jan. de 2014

Resenha: Quando você a viu pela última vez? (Só Perguntas Erradas #2), Lemony Snikcet

Nome original: When did you see her last?
Data de lançamento: Outubro/2013
Número de páginas: 272
Sinopse: Ainda na cidade de Manchado-pelo-mar, o jovem aprendiz Lemony Snicket terá mais um caso para resolver junto com sua tutora, S. Theodora Markson. Desta vez eles foram contratados pelos Knight para encontrar Cleo, a filha desaparecida do casal. A primeira hipótese é a de que ela teria fugido com o circo - mas, ao contrário do que Theodora pensa, não se trata de uma resposta inteligente e adequada para esse mistério, já que Cleo era uma química brilhante (e não uma artista) e com certeza teria deixado um bilhete.
Será que ela havia sido sequestrada? As versões das duas principais testemunhas que viram Cleo no dia de seu desaparecimento são divergentes. Ela foi vista pela última vez no mercado Comidas Incompletas ou no restaurante Faminto’s? E foi embora de táxi ou em seu carro novinho em folha?
Lemony Snicket contará novamente com a ajuda da jornalista-mirim Moxie Mallahan e dos irmãos taxistas Juca e Chico. Mas será que ele desvendará esse mistério? Ou só fará as perguntas erradas mais uma vez?

O segundo livro da série Só Perguntas Erradas, de Lemony Snicket (psêudonomo do autor Daniel Handler) segue com o mesmo ritmo do primeiro: cheio de mistério, humor e aquela narrativa divertida que é marca registrada do autor. 
Nesse volume da série, o pequeno detetive (o próprio Snicket) está encarregado de investigar o desaparecimento de uma jovem e muito rica química do povoado. Para resolver esse mistério, Snicket vai recorrer às mais variadas (e divertidas) testemunhas com depoimentos bastante divergentes, além de personagens importantes do livro anterior, como a jornalista Moxie e a misteriosa Ellie.

A série é ótima para os apaixonados por Desventuras em Série, pelo fato de sabermos o passado do misterioso narrador da desafortunada história dos órfãos, e quem sabe descobrir a participação dele nisso tudo. Se você ainda não leu Desventuras, essa série também é uma ótima maneira de mergulhar no criativo mundo de Daniel Handler. Vale MUITO a pena!

Por: Mariane

25 de abr. de 2013

Resenha: Quem poderia ser a uma hora dessas? (Só Perguntas Erradas #1), Lemony Snicket.

Nome original: Who could that be at this hour?
Data de Lançamento: Dezembro de 2012
Editora: Seguinte
Gênero: Suspense/Aventura
Número de Páginas: 240
Sinopse: Em uma cidade decadente, onde se criam polvos para a produção de tinta, onde há uma floresta de algas marinhas e onde um dia funcionou uma redação de jornal em um farol, um jovem Lemony Snicket começa o seu aprendizado em uma organização misteriosa. Ele vai atender seu primeiro cliente e tentar solucionar o seu primeiro crime, aos comandos de uma tutora que chama carro de “esportivo” e assina bilhetes secretos. Lá, ele vai cair na árvore errada, vai entrar no portão errado, destruir a biblioteca errada, e encontrar as respostas erradas para as perguntas erradas - que nunca deveriam ter passado pela cabeça dele. Ele escreveu um relato sobre tudo o que se passou, que não deveria ser publicado, em quatro volumes que não deveriam ser lidos. Este é o primeiro deles.


Primeiramente, queria expressar o quanto senti falta na narrativa do Lemony Snicket.
Entrei em uma depressão profunda depois de terminar os 13 livros de Desventuras em Série e pensando que eu nunca mais leria nada sobre os órfãos Baudelaire, e com tantos mistérios ainda não resolvidos! Porém, Snicket nos presenteia com uma série novinha, que narra sua vida cheia de aventura e ainda mais mistérios quando jovem.
Snicket é um garoto de 12 anos, membro de uma associação secreta (provavelmente a mesma citada em Desventuras, C.S.C) e está prestes a viver a sua primeira grande missão: devolver um objeto roubado a seu legítimo dono.
Ele, juntamente com sua tutora maluca Theodora, partem para uma misteriosa cidade chamada Manchad0-pelo-mar, conhecem pessoas esquisitas e descobrem coisas que jamais imaginaram. E claro, Snicket faz todas as perguntas erradas.
Devo citar alguns personagens marcantas pelos quais você devia prestar atenção: a jornalista-louca-por-informações Moxie, uma garota que faria de tudo para resgatar o pai Ellington e os motoristas de táxi Juca e Chico.
O livro é super rápido e gostoso de ler. Snicket mantém sua narrativa sarcástica e seus personagens misteriosos em lugares misteriosos e mistérios a serem resolvidos. Ah, e mais mistério!


Recomendadíssimo, para quem leu ou não leu o Desventuras! Todos vão adorar.

Por: Mariane

2 de abr. de 2013

Resenha: O Fim (Desventuras em Série #13), Lemony Snicket

Nome Original: The End
Data de Lançamento: 2006
Editora: CIA. Das Letras
Gênero: Mistério
Número de Páginas: 320
Sinopse: Mesmo quem enfrentou corajosamente os doze volumes anteriores não irá suportar tanta desgraça, como uma tempestade bravia, uma bebida suspeita, um bando de ovelhas selvagens, uma gaiola de passarinho gigante e ornamentada, e um segredo de fato assustador sobre os pais dos Baudelaire. Para completar, diferentemente dos outros livros da série, neste último o grande vilão, conde Olaf, está presente desde o início da narrativa. Ele e os Baudelaire começam juntos: estão todos no barco que os salvou no final de O penúltimo perigo. Atracam em uma ilha, que, perdida no meio do oceano, é povoada por náufragos e comandada por Ishmael, um homem barbudo que tem os pés feridos sempre cobertos de barro. Tudo muito suspeito... Será que todo o mistério finalmente será revelado? Afinal, quem são os pais dos órfãos Baudelaire, o que é C.S.C., e o que acontecerá com todos os personagens da série? Bem, talvez O fim não seja para qualquer um. Por isso é de fato muito recomendável que se faça um check-up cardíaco antes de ler o livro.


Adeus, órfãos Baudelaire!!
Pessoas normais pensariam que, depois de doze dolorosos e desaventurados livros, o décimo terceiro e último livro seria um desfecho agradável e feliz. Mas, quem realmente os leu, e conhece Lemony Snicket, sabe que é possível tudo se tornar ainda pior.

Nesse livro, os órfãos Baudelaire e o maléfico e inimigo dos irmãos desde o Mau Começo, Conde Olaf, estão no mesmo barco. Literalmente.

Perdidos no mar, sem comida e em condições totalmente desfavoráveis. Tudo o que Violet, Klaus, Sunny e até mesmo Olaf precisam ter é esperanças.

Depois de tempestades devastadoras e muitas desgraças, o barco acaba sendo levado até uma plataforma costeira. Os irmãos conhecem uma garota chamada Sexta-Feira que os convida a ir até a ilha onde mora, não tão longe dali. Sexta-Feira abandona Conde Olaf na plataforma quando nota sua perfídia. 

Os órfãos acabam se tornando náufragos da misteriosa ilha, onde são recebidos carinhosamente, tirando o fato de terem que seguir as rígidas regras do local, incluindo entregar todos os seus pertences. 

Eles passam dias na ilha, observando os costumes e ingerindo uma comida um tanto nojenta. Se sentem estranhos em estar assim tão longe da perfídia do mundo e com medo do que o  Conde Olaf possa estar tramando durante todo esse tempo.

Misterioso e eletrizante. Me dá até uma dor no coração ao descrever a história desse último livro. Depois de acompanhar por tanto tempo a história desses desafortunados órfãos, é péssimo dizer que esse é o fim. Que AQUILO é o fim. O Snicket quer nos matar mesmo!

Esse é o único livro que possui mais do que treze capítulos, mas acontece que o "Capítulo Catorze" é tipo um décimo quarto livro, ou um epílogo. Cheio de enigmas, mistério e tristeza, Snicket encerra suas investigações do caso Baudelaire deixando um vazio em nossos corações.

Por: Mariane

Aqui o mundo é sereno.

12 de mar. de 2013

Resenha: O Escorregador de Gelo (Desventuras em Série #10), Lemony Snicket

Nome Original: The Slippery Slope
Data de Lançamento: 2004
Editora: CIA. Das Letras
Gênero: Mistério
Número de páginas: 280
Sinopse:Por mais azarados que sejam, até agora os órfãos Baudelaire pelo menos sempre estiveram juntos. Pois neste livro décimo a tragédia é ainda maior: separados do bebê Sunny, Klaus e Violet são obrigados a descer uma montanha escorregadia, enquanto tentam salvar a irmã mais nova das garras do temível conde Olaf. 
Será que os Baudelaire finalmente descobrirão o significado da sigla C.S.C.? Será que, desta vez, o final será feliz? É provável que não. Como sempre, a história está repleta de mistérios e mensagens secretas, situações absurdas, desgraça e mal-estar para todos - menos para o leitor, é claro. Mas quem gosta de alegria não deve nem abrir este livro, avisa o autor, pois a vida dos Baudelaire é sempre uma desventura pior do que a outra. 


O que significa, exatamente, C.S.C? Um de seus pais realmente sobreviveu ao incêndio? Para onde Sunny foi levada? E como parar um trailer que está despencando em alta velocidade montanha abaixo, com duas das crianças mais azaradas do mundo dentro dele?

Esses são só alguns dos problemas dos órfãos Baudelaire. Nesse livro, outro onde os irmãos estão novamente por si próprios, eles chegam mais perto do que nunca de resolver os problemas que os assombram desde um tenebroso dia na praia, onde o Sr. Poe (que afinal, está sumido) veio com a notícia de que seus pais haviam morrido num terrível incêndio. 

Mas afinal, teria sido esse incêndio por acaso? E o que diabos é essa associação, C.S.C? 
Nessa jornada pelas Montanhas de Mão-Morta, Violet e Klaus tentam salvar a irmãzinha das mãos do terrível Conde Olaf e encontrar a sede da organização C.S.C, mas acabam encontrando ainda mais do que esperavam ao longo dessa jornada, incluindo velhos inimigos e pessoas que pensaram que nunca iriam conhecer.

O Escorregador de Gelo deixou um grande buraco no meu coração, como todos os outros livros, mas acho que nesse foi diferente. Os órfãos se sentem mais cansados e decididos a acabar com todo esse mistério e incriminar Olaf. A história se torna muito mais complexa, cheia de enigmas e mais brilhantes invenções de Violet Baudelaire.

Mal acredito que estou tão perto (faltam somente 3 livros) de descobrir todos os segredos que envolvem a vida desses órfãos tão desaventurados. 

Por: Mariane


9 de mar. de 2013

Resenha: O Espetáculo Carnívoro (Desventuras em Série #9), Lemony Snicket

Nome Original: The Carnivorous Carnival 
Data de Lançamento: 2004
Editora: CIA. Das Letras
Gênero: Literatura gótica/Mistério
Sinopse:  As três crianças encontram-se na "barriga da fera", o que vale dizer que estão numa enrascada. Ao volante do automóvel está o ganancioso Conde Olaf, um vilão traiçoeiro que, desde que os Baudelaire perderam os pais num incêndio, vem perseguindo os três com o objetivo de se apossar da fortuna herdada por eles. Até aqui, felizmente, ele foi mal-sucedido.
Além de se safar dessa armadilha, em O espetáculo carnívoro Violet, Klaus e Sunny Baudelaire terão de escapar do Parque Caligari e enfrentar uma multidão indócil. Tudo isso para tentar localizar o dossiê Snicket e decifrar a sigla C.S.C., que pode confirmar se um dos pais das crianças realmente sobreviveu ao terrível incêndio.

Para mim, esse foi um dos livros mais horríveis da série. E com horrível, eu não quero dizer de jeito algum que o livro é mal escrito, cansativo ou sem sentido. Impossível um livro de Lemony Snicket ser assim. Com horrível, quero dizer que a vida dos irmãos Baudelaire não vai melhorar nem um pouco. Pelo contrário, vai piorar, e muito.

O livro começa exatamente onde o anterior terminou, como na maioria dos volumes da série. Os órfãos estão espremidos no porta-malas do Conde Olaf, sem saber para onde estão sendo levados. Ao chegar lá, depois de terem certeza que Olaf e sua trupe estão bem longe, os órfãos conseguem abrir o porta-malas para descobrir onde estão.

Mas o que fazer agora? Estão no meio do sertão, longe de qualquer casa ou civilização. E não podem ser vistos por ninguém, pois graças à um jornal mentiroso, eles são considerados criminosos. 

Estão no abandonado Parque Caligari, onde descobrem que o Conde Olaf consulta uma vidente para descobrir sempre onde os órfãos estão. Os irmãos decidem se disfarçar com alguns apetrechos do porta-malas do vilão quando descobrem que Madame Lulu - a vidente, que cuida atualmente do Parque - está procurando "aberrações" para realizar um show, a fim de atrair mais público. 

Eles passam o livro inteiro disfarçados e enganando todos a sua volta, mas é claro que nem tudo vai sair como planejado. Sem ninguém que possam confiar, os Baudelaire se sentem mais perdidos que nunca - e ficam muito próximos de encontrar todas as respostas que procuram, inclusive se um de seus pais está realmente vivo.

O final desse livro me faz querer gritar - literalmente. Sinto que os próximos últimos livros da série serão os piores, e não sei se estou preparada para isso.

Por: Mariane

4 de mar. de 2013

Resenha: Cidade Sinistra dos Corvos (Desventuras em Série #7), Lemony Snicket

Nome Original: The Vile Village
Data de Lançamento: 2001
Editora: CIA. Das Letras
Gênero: Literatura gótica/Mistério
Sinopse:  Nessa nova desventura eles terão de se haver com mais uma providência desastrada do sr. Poe, um executivo de banco que tinha sido o primeiro tutor dos Baudelaire e ainda cuidava da fortuna dos irmãos. O sr. Poe decide inscrevê-los num programa de adoção de menores, em que toda uma cidade se responsabiliza por crianças que tenham perdido os pais. O programa tem um slogan amedrontador: "É preciso uma cidade para educar uma criança". Violet, Klaus e Sunny são mandados para a apavorante cidade de C.S.C. e assim tem início mais um lamentável episódio da tenebrosa existência dos Baudelaire. 


Nesse sétimo livro, como esperado, a vida dos irmãos Baudelaire não melhorou nem um pouco. O destino dos orfãos agora está mãos de um programa onde uma cidade inteira cuida de crianças sem pais, com o slogan "É preciso uma cidade para educar uma criança." Mas uma coisa chama a atenção dos irmãos no folheto do programa: uma misteriosa cidade chamada C.S.C. No livro anterior, os trigêmeos Quagmire (melhores amigos dos orfãos) tentaram dizer a eles algo importante que incluía essa sigla, algo sobre o plano maligno do Conde Olaf, mas não tiveram tempo para terminar a explicação. Seguros de que a misteriosa cidade os colocaria mais perto de incriminar Olaf, as crianças partem para a cidade que agora será sua mais nova casa.
E é claro que as desgraças não tardam a acontecer. Logo quando chegam, as crianças são informadas de que terão que realizar tarefas domésticas por toda a cidade. Sem contar que a cidade é totalmente deprimente e empoleirada de corvos assustadores. O novo tutor deles, Hector, parece ser legal e sua casa parece ser confortável, mas os orfãos não sabem se podem confiar totalmente nele. 
Não muito depois da chegada deles na cidade, são encontrados, diariamente, papéis enrolados na árvore próxima a casa de Hector, contendo dísticos (poemas de dois versos que rimam) que os Baudelaire juram ser de Isadora Quagmire, tentando revelar onde Conde Olaf teriam os escondido. 
É claro, Conde Olaf persegue as crianças até o novo lar em mais um dos seus ridículos disfarces e os irmãos são postos novamente em grande perigo.
Como sempre, o livro me deu raiva, mas não pude largar de jeito algum. Parece que você tem uma certa conexão com o livro, uma grande amizade. É como se um amigo seu o magoasse muito, mas você não pode simplesmente deixar de ser seu amigo e nunca mais falar com ele. Preciso saber o final da história desses orfãos, mesmo que eu saiba que não vai ser nem um pouco agradável. Como o próprio autor diz várias vezes, se você está procurando uma história feliz e agradável, deve largar esse livro agora mesmo.
Faltam ainda 6 livros para terminar a série e me dói pensar em quantas outras desgraças os pobres Baudelaire terão que passar até lá.

Por: Mariane

27 de fev. de 2013

Leituras de Fevereiro/2013: Mariane

Oi gente! Estou muito feliz em informar que o mês de Fevereiro foi rico em leituras para mim. Foram ao todo 8 livros, apesar da maioria (tirando Sussurro) serem os livros de Desventuras, que são bem pequenos, mas contam como livros, haha! Então, vamos fazer a retomada?

Sussurro, Becca Fitzpatrick (Compre aqui)

O primeiro livro da série Hush, Hush me surpreendeu em algumas partes, apesar de eu achar que enrolou muito no começo. Podemos conhecer muito bem a vida da protagonista e do "mocinho" da trama. Apesar da história ser bastante clichê, a autora conseguiu criar asas e seguir o seu próprio caminho no gênero. Muito bom.

 Resenha aqui



7 primeiros livros de  "Desventuras em Série", Lemony Snicket

Resenha aqui
                             Resenha aqui                            
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Como eu já devo ter dito nas resenhas, Desventuras foi realmente uma das melhores séries que já li até agora, uma narrativa surpreendente, cheia de mistérios. Recomendo para TODOS! Os livros são bem pequenos e fáceis de ler e manusear. 

É isso gente, espero que o mês de Março seja assim também, cheio de leituras, porém um pouco mais variadas, haha!

Por: Mariane

26 de fev. de 2013

Resenha: Elevador Ersatz (Desventuras em Série #6), Lemony Snicket

Nome Original: The Ersatz Elevator
Data de Lançamento: 2003
Editora: CIA. Das Letras
Gênero: Literatura gótica/Mistério
Sinopse: Como nos episódios anteriores, o sexto livro de Desventuras em série está repleto de desgraça, desespero e mal-estar. Quando essa nova desilusão começa, os irmãos Baudelaire estão acompanhados do Sr. Poe, um executivo de banco que ficara encarregado das crianças depois da morte dos pais deles num horrível incêndio.
Eles vão até à residência da família Squalor, os novos tutores dos Baudelaire. O Sr. Poe acredita que ali Violet, Klaus e Sunny estarão a salvo do ganancioso e traiçoeiro Conde Olaf, que foi o primeiro tutor dos três irmãos e que pretende, desde então, apropriar-se da fortuna herdada pelos Baudelaire. A última maldade cometida por Conde Olaf foi raptar os trigêmeos Quagmire, de quem os Baudelaire haviam ficado amigos no colégio interno.
Jerome e Esmé Squalor moram num apartamento de cobertura na Avenida Sombria. Para o desânimo dos três irmãos, o elevador do prédio foi desligado e eles são obrigados a chegar ao último andar pelas escadas escuras e tenebrosas. Depois de muitos e muitos degraus, eles finalmente chegam à casa nova, um enorme apartamento com 71 quartos, e descobrem que seus novos pais os tinham adotado apenas porque ter órfãos estava na moda.
Os irmãos parecem bem instalados, mas uma nova aparição do Conde Olaf vem trazer pavor aos Baudelaire. Eles agora têm de descobrir um jeito de se livrar dessa pérfida ameaça. A resposta pode estar no elevador ersatz, uma passagem secreta tão escura quanto "uma pantera negra como azeviche, coberta de piche, comendo alcaçuz preto no ponto mais profundo da parte mais funda do Mar Negro". E os perigos estão só começando. Dali em diante, uma montanha de horrores e desgostos ainda espera pelos desafortunados irmãos Baudelaire.


O Elevador Ersatz é o sexto livro da série que conta a história dos infelizes orfãos Baudelaire. A história, na minha opinião, começa a ficar mais sombria e complexa a partir desse ponto. Nesse volume, os irmãos vão morar com um casal na Avenida Sombria, um lugar onde as coisas são definidas como "in" (na moda) e "out" (não está na moda). Para o desanimo dos irmãos, o elevador do prédio de seus novos tutores estava "out", e as crianças são obrigadas a subir as escadas até o apartamento da cobertura.
O novo lar parece ser muito confortável a primeira vista. Mas, é claro, que as coisas não tardam a dar errado na vida das pobres crianças, que sabem que o Conde Olaf (cujo quer se apoderar da fortuna delas) pode aparecer a qualquer momento em um de seus trajes bem elaborados.
Como se a preocupação com o Conde Olaf já não fosse suficiente, os orfãos ainda estão sem notícias de seus mais queridos amigos, os trigêmeos Quagmire, que foram raptados pelo vilão no volume anterior.
Nesse livro, a história começa a tomar um rumo para as grandes explicações. Quem é Beatrice, cuja o autor tanto fala sobre? Afinal, quem é Lemony Snicket, e o que tem haver com as histórias do Baudelaire? Quem são os pais das crianças? Quem causara aquele incêndio horrível que dera a vida dessas crianças tantas desventuras?
Livro muito emocionate e cheio de conteúdo e mistério. Um de meus favoritos!

22 de fev. de 2013

Resenha: Inferno no Colégio Interno (Desventuras em Série #5), Lemony Snicket.

Nome Original: The Austere Academy
Data de Lançamento: 31 de Agosto de 2000
Editora: CIA. Das Letras
Gênero: Literatura gótica/Mistério
Sinopse: Nada de aventuras emocionantes com final feliz: Violet, Klaus e Sunny Baudelaire são legais e inteligentes, mas a vida deles está repleta de má sorte e infelicidade. EmInferno no colégio interno, os três irmãos enfrentam caranguejos, provas hiper-rigorosas e os castigos de um internato.O colégio se transformou em mais um desastroso episódio de suas vidas horríveis. Desta vez, eles precisam escapar de fungos gotejantes e assistir a recitais de violinos, além de entender o complicado sistema métrico e suportar os exercícios de D.O.R.Violet, Klaus e Sunny têm o poder de atrair desgraças. Quem gosta de histórias alegres não deve nem abrir este livro, avisa o autor, pois as histórias dos Baudelaire são sempre uma desventura pior do que a outra.
Em 2005, Jim Carrey estrelou uma versão cinematográfica dos três primeiros livros da série, no papel de conde Olaf.

De longe, o melhor volume da série até agora. E quando digo melhor, não quer dizer que a vida dos pobres orfãos Baudelaire vai melhorar, ao menos um pouco. Tudo o que posso dizer, meus amigos, é algo que o autor repete várias vezes durante a série: se você procura alguma história feliz e agradável, é melhor largar esse livro imediatamente, pois a vida de Violet, Klaus e Sunny está muito longe disso.
Nesse volume, as crianças ingressam em um Colégio Interno super rígido. Para começar, o vice-diretor, chamado Nero, é um louco que toca violino (muito mal, a propósito). Depois, os orfãos são obrigados a morar em um barraco (depois apelidado Barraco dos Orfãos por uma garota desagradável e nojenta) caindo aos pedações e cheio de pequenos caranguejos.
Se isso já não fosse bastante ruim, Sunny, a bebê, não pode frequentar as aulas e acaba virando secretária pessoal no escritório de Nero. O professor de Violet só sabe comer bananas e contar histórias chatas e a professora de Klaus é obcecada em medir coisas.
Mas apesar de todas essas desgraças (que é claro, não serão as únicas), algo esplêndido finalmente ocorre na vida dos Baudelaire durante um bom tempo. Esse algo esplêndido se chama Trigêmeos Quagmire. Duncan e Isadora (que fizeram essa história ser diferente das demais) também são orfãos e perderam seus pais e seu irmão mais novo em um incêndio.   Os Trigêmeos (que, lamento dizer, são apenas dois, mas eles continuam se nomeando Tri em respeito ao irmãozinho) estão dispostos a ajudar os Baudelaire em o que quer que seja para livrar-los das garras do tenebroso Conde Olaf e de seus ajudantes.
Como eu disse, foi o melhor da série até agora, graças aos Trigêmeos, que ganharam meu coração logo de primeira. Lamento dizer, porém, que a história só tende a piorar, mesmo com grandes e fiéis amigos ao seus lados. 
Lemony Snicket, como sempre, quebrando nosso coração em mil pedacinhos ):

Por: Mariane

20 de fev. de 2013

Resenha: Serraria Baixo-Astral (Desventuras em Série #5), Lemony Snicket

Nome Original: The Miserable Mill
Data de Lançamento: 2002
Editora: CIA. Das Letras
Gênero: Literatura gótica/Mistério
Sinopse: Descubra que, atrás de toda tristeza, má sorte e coisas horripilantes, há nesta obra uma brincadeira literária incessantemente bem-humorada. O cenário agora é a ´Serraria Baixo-Astral´, habitada por enormes toras de madeira, gigantesca pinça mecânica e bifes do tipo sola de sapato, entre outras coisas mais. Não perca o volume 4 desta série.

"Serraria Baixo-Astral" é o quarto livro da série de Snicket, Desventuras em Série, que como vocês já devem conhecer, conta a história dos inteligentes, porém azarados, orfãos Baudelaire. Nesse volume, os garotos são obrigados a trabalhar e morar em uma Serraria. Não só isso, a história conta com hipnotismos, acidentes fatais e novos inimigos.
Eu li esse livro em inglês, pois era a edição que minha amiga, que está me emprestando todos os livros (valeu, Ba!) me disponibilizou, e isso tornou a leitura um pouco cansativa. Até agora, esse foi o meu livro menos favorito. Não sei se foi pelo fato de eu ter o lido em inglês e tido que dar umas paradas para procurar palavras no dicionário ou não consegui visualizar os cenários muito bem, mas essa história não me cativou muito. 
Snicket, como sempre, trouce humor a narrativa de maneira leve e gostosa. Série recomendada para todos os públicos!

Por: Mariane

17 de fev. de 2013

Resenha: O Lago das Sanguessugas (Desventuras em Série #3), Lemony Snicket

Nome Original: The Wide Window
Data de Lançamento: 2001
Editora: CIA. Das Letras
Gênero: Literatura gótica/Mistério
Sinopse: "Caro leitor,
Se você ainda não leu nada sobre os órfãos Baudelaire, é preciso que antes mesmo de começar a primeira frase deste livro fique sabendo o seguinte: Violet, Klaus e Sunny são legais e superinteligentes, mas a vida deles, lamento dizer, está repleta de má sorte e infelicidade. Todas as histórias sobre essas três crianças são uma tristeza e uma verdadeira desgraça, e a que você tem nas mãos talvez seja a pior de todas. Se você não tem estômago para engolir uma história que inclui um furacão, uma invenção para sinalizar pedidos de socorro, sanguessugas famintas, caldo frio de pepinos, um horrendo vilão e uma boneca chamada Perfeita Fortuna, é provável que se desespere ao ler este livro. Continuarei a registrar essas histórias trágicas, pois é o que sei fazer. Cabe a você, no entanto, decidir se verdadeiramente será capaz de suportar esta história de horrores."

O terceiro livro da série Desventuras em Série pode ser o melhor da série até agora. E com "melhor" eu quero dizer "mais emocinante" e não que a vida dos irmãos Baudelaire vai melhorar um pouco. Na verdade, nesse terceiro volume, tudo começa a ficar ainda pior, se é que isso é possível.
Nessa história, os irmãos vão morar com uma tia distante, chamada Josephine (interpretada por Meryl Streep no filme), uma viúva meio psicótica que tem medo de que a casa, localizada nas margens do Lago das Sanguessugas, desabe. Os irmãos pensam, pelo menos por um momento, que seria impossível que o Conde Olaf (um homem que deseja a fortuna deixada pelos pais das crianças) os encontrem lá. Errados, é claro. O homem consegue entrar em suas vidas novamente e está disposto a fazer o que for possível para conseguir a guarda das crianças.
Com uma narrativa de tirar o fôlego de qualquer um, o autor consegue narrar a vida dessas crianças de uma maneira muito leve e divertida, tanto para as crianças como para os adultos.

Por: Mariane

15 de fev. de 2013

Resenha: A Sala dos Répteis (Desventuras em Série #2), LEMONY SNICKET

Nome Original: The Reptile Room
Data de Lançamento: 2001
Editora: CIA. Das Letras
Gênero: Literatura gótica/Mistério
Autor: Lemony Snicket
Sinopse: Lemony Snicket é um autor que não pode ser acusado de falta de franqueza. Sabe que nem todo mundo suporta as tristezas que ele conta e por isso - para que depois ninguém reclame - faz questão de avisar: "Se você esperava encontrar uma história tranqüila e alegre, lamento dizer que escolheu o livro errado. A história pode parecer animadora no início, quando os meninos Baudelaire passam o tempo em companhia de alguns répteis interessantes e de um tio alto-astral, mas não se deixem enganar...".
Os Baudelaire têm mesmo uma incrível má sorte, mas pode-se afirmar que a vida deles seria bem mais fácil se não tivessem de enfrentar o tempo todo as armadilhas de seu arquiinimigo: o conde Olaf, um homem revoltante, gosmento e pérfido. Em Mau Começo ele deu uma pequena amostra do que é capaz de fazer para infernizar a vida de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire - e aqui as coisas só pioram.

O segundo livro da série de Lemony Snicket é ainda mais surpreendente do que o primeiro. Mais ação, aventura, cenas e comentários engraçados e, é claro, mais desgraças para os irmãos Baudelaire. 
Nessa história, os irmãos são levados para morar com o seu "Tio Monty", um amante de répteis (principalmente cobras). O tio foi receptivo com as crianças e elas puderam finalmente se sentir confortáveis e felizes, mesmo que por pouco tempo. Como esperado, o maléfico Conde Olaf faz de tudo para conseguir a herança das crianças e seus planos estão cada vez mais eficientes.
A história se torna mais sombria e séria nesse segundo livro, mesmo sem perder o humor. O autor narra de uma maneira leve e gostosa, sempre mantendo as características marcantes dos personagens. 
Essa é só a segunda história da série de treze livros de Snicket e ainda há muitas coisas vindo nas vidas dos irmãos Baudelaire. Melhor se acostumar...

Por: Mariane

6 de fev. de 2013

Resenha: Mau Começo (Desventuras em Série), Lemony Snicket

Nome Original: The Bad Beginning (A Series of Unfortunate Events)
Data de Lançamento: 9 de Março de 2001
Editora: CIA. Das Letras
Gênero: Literatura gótica/Mistério
Autor: Lemony Snicket
Sinopse: Mau Começo é o primeiro volume de uma série em que Lemony Snicket conta as desventuras dos irmãos Baudelaire. Violet, Klaus e Sunny são encantadores e inteligentes, mas ocupam o primeiro lugar na classificação das pessoas mais infelizes do mundo. De fato, a infelicidade segue os seus passos desde a primeira página, quando eles estão na praia e recebem uma trágica notícia. Esses ímãs que atraem desgraças terão de enfrentar, por exemplo, roupas que pinicam o corpo, um gosmento vilão dominado pela cobiça, um incêndio calamitoso e mingau frio no café da manhã. É por isso que, logo na quarta capa, Snicket avisa ao leitor: "Não há nada que o impeça de fechar o livro imediatamente e sair para uma outra leitura sobre coisas felizes, se é isso que você prefere".

Acho que primeiramente devo dizer que li esse livro em menos de 12 horas. Minha amiga me emprestou de manhã, no começo da aula e eu quase terminei o livro antes do fim do período (só não terminei porque vocês sabem né... Eu estava na ESCOLA). É uma série que eu estava querendo ler faz um bom tempo, mas os livros são absurdamente caros! E são tão pequenos! 
Então minha amiga disse que tinha os livros e vi a oportunidade. Ótimo seria pouco para descrever esse primeiro volume da série que conta a história da engenhosa Violet, o amante de livros Klaus e sua "irmãzinha bebê que adora morder", Sunny. Até aí eles parecem irmãos super normais, mas a vida dessas três crianças desafortunadas está longe de ser normal. Após saberem que seus pais haviam morrido num incêndio que ocorreu na mansão onde moravam (a casa está destruída), os deprimidos irmãos Baudelaire - agora orfãos - partem com o Sr. Poe, que está encarregado de arranjar um novo lar para as crianças e, para a curiosidade de muitos, decidir para quem iria a enorme fortuna que os pais haviam deixado. Sem opções, Sr. Poe deixa as crianças com o seu novo tutor, o estranhíssimo conde Olaf, cujo as crianças não vão com a cara de primeira vista. O lugar é imundo e eles não se sentem nem um pouco confortáveis. O conde Olaf os trata como vermes e logo os irmãos descobrem que o conde deseja herdar a enorme herança que seus pais deixaram para trás. As crianças se sentem cada vez mais infelizes, porém sempre bolando planos estratégicas para se livrar do conde e de suas vidas miseráveis.
A leitura é super gostosa e os irmãos te cativam desde o início. Você vai torcer muito pelos orfãos, mesmo sabendo que, obviamente, as coisas não vão acabar bem, como o autor deixou claro várias vezes. Afinal, a série se chama Desventuras em Série. Acho que não tem nada que eu não gostei no livro! Cada capítulo vem com uma ilustração super fofa, as letras são grandes e as notas do autor são super úteis. É narrado em terceira pessoa, o que é ótimo, pois podemos ver a visão de ambos irmãos, menos Sunny, porque como eu já disse, ela é um bebê.
Um livro recomendadíssimo para todos! Os orfãos vão virar seus novos melhores amigos.

Por: Mariane

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