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29 de abr. de 2017

Resenha: A Menina que Brincava com Fogo (Millennium #2), Stieg Larsson



Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 607
Data de publicação: Setembro de 2009

Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. A própria Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi mor-to a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados: um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes - um Colt 45 Magnum - não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis - e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados.


        Em posso oficialmente declarar que Millennium é uma das séries mais geniais dos tempos modernos. É incrível a capacidade de Larsson nos prender por mais de seiscentas páginas, e fazer-nos apaixonar pela personagem mais improvável e desprovida de carisma que a literatura já apresentou. Lisbeth Salander é a heroína que aprendemos a amar ao virar as páginas dos livros que contam sua triste e desafortunada, porém inspiradora história.

       Mais uma vez Larsson se utiliza do tema da violência contra a mulher para contextualizar essa segunda história. A revista Millennium é escolhida para editar e publicar um polêmico livro a respeito do comércio sexual, que acaba desencadeando uma série de acontecimentos surpreendentes e fatais. Uma série de assassinatos ocorre, e Lisbeth acaba se tornando a principal suspeita.

        O livro, assim como o primeiro, é composto de diversos pontos de vista que nos põe a par de tudo o que ocorre a todo momento, o que enriquece a leitura. Acompanhamos a a investigação policial, e juntamente com o explêndido jornalista Mikael Blomkvist e seus amigos da Millennium, tentamos desvendar o mistério que rondeia a trama, ao mesmo tempo que percebemos que não se trata só de desvendar um assassinato: se trata de todo o passado dos personagens.

        Esplêndido, como esperado. Leitura que flui e que prende. Me apeguei aos personagens de uma maneira que me pego pensando várias vezes durante o dia: "Meu Deus, o que vai ser da Lisbeth?" Hahahaha. Que vontade de abraça-la e dizer que tudo vai ficar bem. E que vontade de dar uns tabefes no Mikael às vezes! Somente um autor de altíssimo nível é capaz de despertar esses sentimentos em um romance policial. E que venha o terceiro volume!

Por: Mariane 

        

25 de mai. de 2016

Resenha: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Millennium #1), Stieg Larsson


Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 522
Data de lançamento: Agosto de 2005


Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.

Quase quarenta anos depois, o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois.... até um momento presente, desconfortavelmente presente.

        "Os homens que não amavam as mulheres", primeiro livro da trilogia Millenium é um daqueles livros que te prende até o final, mas não quer dizer que é uma leitura rápida. Levei dois meses para lê-lo (por conta das leituras da faculdade), mas foram dois meses muito bem aproveitados e agradáveis.

        O livro nos apresenta Mikael Blomkvist, um jornalista de uma revista financera polêmica chamada Millenium, que se torna responsável por desvendar um caso ocorrido há quase quarenta anos: o desaparecimento de uma jovem herdeira de um grandioso império comercial.

        Juntamente com Mikael, somos apresentados à jovem hacker Lisbeth Salander, que, em minha opinião, é a alma do livro, com sua personalidade marcante e habilidades incomparáveis.

        O livro começa bastante arrastado, pelo menos para mim que não sou muito "chegada" à temas financeiros. Só depois de muitas páginas consegui me familiarizar com os personagens e com a trama.

        Quando nos é apresentado o mistério que é o tema principal do livro, a leitura engata de vez. Larsson nos transporta para o mundo dos personagens, nos apegamos á eles, raciocinamos com eles, queremos, assim como eles, desvendar esse mistério tão intrigante.

        Em geral, é uma leitura envolvente, e com vários "sub-tramas" também. Não é só o "grande mistério" que está em jogo. A polêmica revista, juntamente com o jornalista Mikael, é vítima de muitas ameaças e é de extrema importância para a economia da Suécia.

        Pretendo em breve assistir às adaptações (americana e sueca) e me apaixonar ainda mais por essa história.

Por: Mariane.

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