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4 de mar. de 2018

Lendo "O Silmarillion" de J.R.R. Tolkien: Parte 1



          A leitura de "O Silmarillion" é considerada indispensável aos amantes do universo criado por Tolkien. Com isso em mente, resolvi me juntar ao projeto criado pelo blog Tolkien Brasil, que está realizando uma leitura conjunta da obra desde o começo do ano. Caso você tenha interesse em participar, ainda dá tempo! Achei a distribuição de capítulos muito prática, se tratando de um livro tão complexo e foi bem fácil cumprir as metas.

           Engana-se quem pensa que a narrativa se assemelha em algo com a trilogia do Senhor dos Anéis. Como eu disse anteriormente, é uma leitura que exige um pouco mais de atenção e um ritmo diferente. Eu particularmente não sei se conseguiria ler o livro inteiro de uma vez, sem intercalar com outros livros. Não é um livro longo, mas cansativo pelo excesso de detalhes e falta de uma história mais consistente e personagens mais cativantes.

          O livro se inicia com a criação dos Ainur por Eru, o deus, e atribuição de músicas para serem cantadas, que mais tarde chegam a uma harmonia. Mais tarde, Melkor, um dos Ainur, o grande vilão da história até agora, se rebela e resolve criar sua própria canção, iniciando então uma guerra.

          Mais tarde, os Ainur que desejassem uma forma corpórea a assumiram, surgindo então os Valar. A guerra com Melkor continua, e também há o surgimento dos anões, e mais tarde os elfos.

         É uma leitura muito rica que estou adorando fazer. Apesar de algumas vezes se tornar cansativa, a ponto de várias vezes eu precisar voltar para ler parágrafos que eu havia lido com a cabeça no mundo da Lua, o projeto do Tolkien Brasil facilitou muito e está sendo super proveitoso. Indico que, se você tiver interesse, acompanhe a leitura conjunta.

Até mais!

Por: Mariane

1 de jul. de 2015

Resenha: As Duas Torres (O Senhor dos Anéis #2), J. R. R. Tolkien

Editora: Martins Fontes
Número de páginas: 364
Data de lançamento: Novembro de 1954

As Duas Torres é a segunda parte da grande obra de ficção fantástica de J. R. R. Tolkien. É impossível transmitir ao novo leitor todas as qualidades e o alcance do livro. Alternadamente cômica, singela, épica, monstruosa, diabólica, a narrativa desenvolve-se em meio a inúmeras mudanças de cenários e de personagens, num mundo imaginário absolutamente convincente em seus detalhes. 

A Comitiva do Anel se divide. Frodo e Sam continuam a viagem, descendo sozinhos o Grande Rio Anduin - mas não tão sozinhos assim, pois uma figura misteriosa segue todos os seus passos... O restante da comitiva parte em busca de Merry e Pippin, capturados pelo inimigo. 


Contém spoilers do primeiro livro da série, 'A Sociedade do Anel'.

No final da primeira parte da história, a Comitiva se divide e Frodo e Sam seguem sozinhos para Mordor. Portanto, o segundo livro é dividido em duas partes: a primeira, contando as aventuras de Aragon, o anão Gimli e o elfo Legolas em busca dos hobbits Pippin e Merry, caputurados pelos orcs, e a segunda, narrando a jornada de Frodo e Sam.

Admito que foi bem difícil no começo me envolver na história pensando que só teria "notícias" da jornada do Portador do Anel no meio do livro. Achei a narrativa mais arrastada que a do primeiro livro, mas é algo que eu já esperava, por ser um livro de "caminhadas" sem fim. Os personagens estão sempre viajando, e isso talvez te incomode um pouco no início, se você não está acostumado com esse tipo de narrativa.

Embora a leitura seja um tanto arrastada, as cenas de luta e da guerra superam as do primeiro livro, e os últimos capítulos são de pura emoção. Sam, meu querido personagem, ganha importância extrema nesse livro, e sua amizade com Frodo se fortalece ainda mais.

Me arrependo de ter demorado tanto para ler esse livro. Li a primeira parte e demorei alguns meses para começar a segunda, então não tenho tantos detalhes da jornada da outra parte da Comitiva em minha memória. Por ser um livro extenso e detalhado, acabei me envolvendo com outras leituras, e isso prejudicou um pouco o desempenho. Pretendo assistir ao filme o mais breve possível para me lembrar de detalhes, e para ver o quão maravilhosas ficaram as cenas de luta quando transportadas para a telona.

Não desistam de Senhor dos Anéis, porque vale muito a pena. Uma leitura que você carregará para toda a vida.

Por: Mariane


16 de nov. de 2014

Resenha: A Sociedade do Anel (O Senhor dos Anéis #1), J. R. R. Tolkien

Nome original: The Fellowship of the Ring
Data de lançamento: Julho de 1954
Número de páginas: 468
Editora: Martins Fontes
Sinopse: Numa cidadezinha indolente do Condado, um jovem hobbit é encarregado de uma imensa tarefa. Deve empreender uma perigosa viagem através da Terra-média até as Fendas da Perdição, e lá destruir o Anel do Poder - a única coisa que impede o domínio maléfico do Senhor do Escuro. ------ "A Sociedade do Anel" é a primeira parte da grande obra de ficção fantástica de J. R. R. Tolkien, "O Senhor dos Anéis". É impossível transmitir ao novo leitor todas as qualidades e o alcance do livro. Alternadamente cômica, singela, épica, monstruosa e diabólica, a narrativa desenvolve-se em meio a inúmeras mudanças de cenários e de personagens, num mundo imaginário absolutamente convincente em seu detalhes. Nas palavras do romancista Richard Hughes, "quanto à 'amplitude' imaginativa, a obra praticamente não tem paralelos e é quase igualmente notável na sua vividez e na habilidade narrativa, que mantêm o leitor preso página após página".

Então, eu finalmente li Senhor dos Anéis!

Como o aconselhado, li O Hobbit primeiro, pois os acontecimentos são prévios ao de Senhor dos Anéis e também para não mergulhar de cabeça na escrita um pouco mais rebuscada da trilogia. O resultado foi satisfatório, pois muitos elementos de O Hobbit estão presentes no livro e nem todos os acontecimentos são explicados novamente.

Bilbo, o herói do livro "anterior", volta, e os acontecimentos giram em torno de sua grandiosa festa de aniversário. É nela que nos familiarizamos com o jeito "Hobbit" de ser e damos boas risadas com o comportamento um tanto inconveniente e antiquado da espécie.
O anel achado por Bilbo n'O Hobbit é o grande elemento da história, cujo herói é seu sobrinho, Frodo, que acaba descobrindo que herdará o anel do tio. Porém, o mesmo descobre que o artefato é muito procurado e é o mais poderoso método de dominação da Terra-Média pelo maligno Sauron.

Em geral, o livro conta a história de Frodo e seus amigos (também Hobbits) numa jornada até Mordor para destruir o anel. Mas é claro que não será nem um pouco fácil, pois além de tudo, o anel, cada vez mais, domina o seu dono e o induz a fazer coisas terríveis.

É um livro de jornada, então em muitas vezes você pode ficar um pouco cansado de tanta "andança". Porém, logo quando você enjoa, algo surpreendente (pelo menos para quem não tinha visto os filmes antes de ler) acontece e capta sua atenção novamente.

A escrita foi bem mais fácil do que eu imaginei que seria e em nenhum momento me senti tentada a desistir da leitura. Muito pelo contrário, fiquei muito ansiosa para assistir o filme conforme eu ia lendo as cenas de ação, então quis terminar o mais rápido possível para ver como tinham transportado toda aquela magia para as telonas.

Quanto aos personagens, o posto de favorito, para mim, é de Sam, o amigo de jornada de Frodo. Ele sempre trazia um momento de humor e descontração (necessários) para a narrativa. Ah, e não espere grandes coisas de personagens femininas nesse livro. O único grande destaque é Galadriel, a rainha dos elfos.


É um livro magnífico e rico, essencial a todos os leitores ávidos. O filme, apesar de algumas mudanças significativas, respeitou a obra e me fez ficar ainda mais ansiosa para ler (e para assistir) a sequência. Então, em breve, resenha de As Duas Torres!

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